Nos dias 10 e 11 de setembro, uma
Missão Técnica da Região Sudoeste visitou as cidades mineiras de Itajubá e
Santa Rita do Sapucaí, no chamado Vale da Eletrônica e, as entidades que atuam
no projeto Parque Tecnológico de Pato Branco participaram. A viagem, organizada pela Sudotec (Associação
para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do Sudoeste do Paraná) reuniu
pessoas de Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão. A comitiva contou
com o vice-prefeito de Pato Branco, Daniel Cattani, com o prefeito de Dois
Vizinhos, José Ramuski, com o diretor da
Pato Branco Tecnópole, Itamir Viola, com membros Núcleo de Tecnologia da
Informação/Arranjo Produtivo Local em Tecnologia de Informação do Sudoeste do
Paraná (NTI/APL Ti Sudoeste PR), Vilmar Maccari (vereador de Pato Branco) e
técnicos do setor de tecnologia.
O grupo esteve em Itajubá, onde foi
recebido pelo prefeito municipal Jorge Renó Mouallem e pelos reitores da
Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e da Universitas. Os sudoestinos
estiveram no Parque Científico e Tecnológico e na pré-incubadora da Faculdade
de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas (FACESM), além de conhecerem a
Helibras - Helicópteros do Brasil S.A (a única fabricante de helicópteros da
América do Sul).
Para o presidente da Pato Branco
Tecnópole, Itamir Viola, a missão
alcançou seu propósito, uma vez que foi possível comparar a situação do
desenvolvimento tecnológico de uma reconhecida região do País no setor, com
o processo de Pato Branco. "Vimos que
temos muito ainda para realizar, mas ficamos satisfeitos por entender que estamos
fazendo as coisas no ritmo certo. Ou seja, com planejamento e o esforço comum
dos setores envolvidos", destaca Viola.
Vale da Eletrônica
Em 1958, quando fundou a Escola
Técnica de Eletrônica "Francisco Moreira da Costa", Luzia Rennó Moreira, mais
conhecida como Sinhá Moreira, benfeitora da cidade, vislumbrou a possibilidade
de catalisar o conhecimento transmitido na cidade através das escolas de
eletrônica, informática e telecomu-nicações, através da pesquisa aplicada e a
incubação de empresas com o apoio da comunidade.
O Vale da Eletrônica tornou-se o maior centro
tecnológico de Minas Gerais e um de seus mais valiosos APL (Arranjo Produtivo
Local). Hoje, são mais de 150 empresas que geram receitas superiores a 600
milhões de dólares anuais.