Daiana
Pasquim - Diário do Sudoeste
Brasília
- Mais um salto está prestes a ser dado na área tecnológica de Pato Branco.
Boas ideias sempre existiram, mas sem o dinheiro nem tudo poderia ser feito.
Uma reunião em Brasília nesta quarta-feira (24) confirmou a liberação de mais
de R$ 7 milhões para Pato Branco, conseguidos juntamente com os parlamentares
da Bancada Federal do Paraná e intermédio do deputado Alceni Guerra (DEM),
junto ao ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.
No
total do acordo firmado vão destinar R$ 17.506.108,00 em convênios individuais
para as cidades de Pato Branco (7.002.443,20), Curitiba (R$ 7.002.443,20) e
Londrina (R$ 3.501,221,60). Os recursos fazem parte da emenda 71170012, que
prevê apoio aos projetos de parques tecnológicos dos municípios paranaenses.
Contra o tempo
Agora a
Prefeitura e a Pato Branco Tecnópole terão uma corrida contra o tempo para
estar com os projetos aprovados no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) até
2 de junho, por ser ano eleitoral. Na reunião foi decidido que os recursos
serão transferidos das prefeituras para as entidades beneficiadas.
No
encontro, Alceni acompanhou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico
e Tecnológico de Pato Branco, Júlio Lattmann e o presidente da Pato Branco
Tecnópole, Itamir Viola. Participaram também o coordenador da Bancada Federal
do Paraná, Alex Canziani (PTB); o deputado Eduardo Sciarra (DEM); o deputado
Ratinho Júnior (PSC); e o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
do MCT, Ronaldo Mota.
Continuidade
Em
entrevista ao Diário do Sudoeste
ontem, o deputado Alceni Guerra disse ser a continuidade de um caminho que
iniciou em 1997 e 98 quando era prefeito de Pato Branco e quando foi criado o
Cetis. "O ministro conhece muito bem a prefeitura, aprovou os recursos na hora
e disse que no mesmo dia assinará a liberação. Agora está nas mãos da
Prefeitura correr contra o tempo e apresentar o projeto".
O
deputado disse que está realizando um trabalho desde o ano passado junto com a
bancada para colocar esse recurso para Pato Branco. "O Parque Tecnológico
industrializou o município e o transformou na cidade mais desenvolvida
tecnologicamente do País", disse, reiterando que Pato Branco "novamente dará um
salto em seu desenvolvimento, como aconteceu no período de 1997-2000, quando
foi criado o Parque Tecnológico e o Cetis".
Alceni
acredita que o município deve ter estrutura na área da tecnologia para
fundamentar a instalação de dezenas de empresas que hoje tem esse desejo.
Assim, afirma que cada ano deve-se colocar mais recursos, pois esse trabalho
não pode parar nunca. "Quando começamos esse projeto de atrair indústrias,
universidades para a região, Pato Branco arrecadava R$ 15 milhões por ano. Esse
ano, a arrecadação será de R$ 150 milhões, dez aos depois. É um trabalho que
beneficia a todos, empresas, a cidade e a sociedade como um todo e que não pode
parar", argumenta o deputado.
Sede Parque Tecnológico
O
presidente da Pato Branco Tecnópole, Itamir Viola reconhece que a área nunca
teve tanto dinheiro e que buscar esse recurso demandou um trabalho de tempo. "Desde
que entrei na Tecnópole a atração de recursos tem sido uma constante. Se nós
não temos recursos não conseguimos executar, pois são projetos grandes", comenta,
informando que em 2010 estão programando 24 grandes ações, mas a emenda será
destinada com prioridade para projetos estratégicos, como a implantação de uma
incubadora tecnológica empresarial e a construção da sede do Parque Tecnológico
de Pato Branco, cuja existência até hoje foi muito mais no âmbito das ideias
(virtual) que do concreto (físico).
"Vamos materializar o parque. Hoje as estruturas que existem são
virtuais, não estão agregadas. O que a gente quer com isso é passar a ter uma
estrutura. A obra começa obrigatoriamente esse ano, tem a tramitação
burocrática", menciona Viola.
O
terreno para construção da sede do Parque Tecnológico de Pato Branco será
destinado pela Prefeitura e segundo o secretário Julio Lattmann, que estava
ontem em Curitiba, vão começar a trabalhar nisso na próxima semana. Para ele os
recursos vêm para dar sustentação em quatro frentes: conceitual,
desenvolvimento de tecnologia, qualificação de mão de obra e atração de
empresas.
Lei Zucchi
"Vejo
duas coisas positivas: uma é movida pela lei de incentivo. Estive em três
empresas em Curitiba hoje e estou levando as três para o Parque Tecnológico de
Pato Branco, que estão indo pela Lei Zucchi e esse recurso serve para
complementar o projeto, pois a segunda motivação é a qualificação de mão de
obra, construção das incubadoras, a parte conceitual de desenvolvimento de
novas tecnologias que vai complementar com a lei de incentivo. São coisas bem
distintas, mas que no final uma vai complementar a outra", relaciona o
secretário.
O presidente
da Pato Branco Tecnopole, Itamir Viola vislumbra a construção central
administrativa do Parque Tecnológico e no futuro, um espaço para incubadores e
laboratórios de centro de pesquisa, incluindo um espaço para abrigar as
empresas, pelo menos numa fase inicial, dentro do parque, com o diferencial do
projeto da incubadora tecnológica empresarial, a ser lançado nesse ano, onde
todos os incubados, necessariamente vão ter a presença de algum empreendedor
com experiência.
Ministro
Na
reunião, o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende disse que, nos
últimos anos, o repasse de recursos federais para os projetos estaduais de
ciência e tecnologia teve grande avanço. Ele aprova a proposta da Bancada do
Paraná desde que a transferência dos benefícios não seja atrasada. "Estou de
acordo, mas as prefeituras não podem ter dificuldades e as entidades envolvidas
precisam receber rapidamente os benefícios", disse. Nesse sentido, Viola afirma
que submeterão com brevidade à aprovação do Ministério da Ciência e Tecnologia,
o esboço do projeto arquitetônico para a construção da sede e a área a ser
liberada pelo município, bem como outros projetos.